Quando saí de casa, eram 17h e estava caindo uma chuva fina. Peguei o ônibus em direção à faculdade e a chuva só aumentava, mas eu já peguei tanta chuva, por isso, nem me importei. Saltei do ônibus e comecei a andar quando meu guarda-chuva virou todinho e tive que largá-lo pelo caminho. A chuva estava muito forte e a faculdade ainda estava longe. Abriguei-me em um shopping lá perto. Liguei para o meu namorado (que também estava tentando chegar à sua faculdade) e contei o que tinha acontecido. Ele disse que o ônibus em que ele estava já tinha chegado no ponto em que ele deveria saltar, mas que não dava para descer pois a rua estava totalmente alagada e, também por causa disso, o trânsito estava parado. Mas, mesmo assim, ele disse que, depois da aula, umas 20h30, me buscaria no shopping pois ele tinha guarda-chuva e eu, não mais. Esperei, esperei, esperei... Ele só chegou às 22h20. Tinha pegado o metrô e lá, havia uma fila enorme (ontem, o metrô registrou número recorde de passageiros: 600 mil pessoas). Fomos para o ponto. Chovia demais! Ficamos no ponto até 1h e só passavam ônibus superlotados. Decidimos pegar o caminho contrário, ir até o ponto final e, assim, voltar pra casa. Nosso guarda-chuva rasgou em dois lugares! O vento estava fortíssimo! Chegamos às 3h15 na casa de uma prima minha e dormimos lá mesmo porque não conseguimos chegar nas nossas respectivas casas.No caminho, vimos lugares alagadíssimos! Os rios das avenidas dos Campeões, Francisco Bicalho e Presidente Vargas transbordaram. O trânsito no viaduto de acesso para a Praça da Bandeira estava completamente parado. A água estava acima de 1 metro na Avenida Leopoldo Bulhões, na descida da Linha Amarela. As avenidas Brasil e Nossa Senhora de Copacabana, o Aterro do Flamengo e a Rua Barata Ribeiro... Tudo alagado! Havia pontos em que só os ônibus passavam. Um cenário terrível! Mas isso não é o pior! Até agora, foram confirmadas 79 mortes em todos o Estado. Muita gente perdeu tudo: casa, móveis, carros... A recomendação é que as pessoas, que não estão em áreas de risco, não saiam de suas casas. Escolas públicas não abriram. Nos trens, o ramal de Saracuruna está parado. Foi a maior chuva da história do município do Rio de Janeiro com 288 mm registrados!
Bom, espero que a situação melhore e que não tenhamos mais notícias ruins! Até domingo!
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